Como desenvolvedores, temos uma mania quase incontrolável de complicar as coisas. Antes mesmo de escrever a primeira linha de conteúdo de um projeto pessoal, nossa mente é inundada por decisões arquiteturais: "Devo usar Next.js ou Nuxt?", "Qual CMS headless vai gerenciar meus posts?", "Como estruturar os Server Components?".
Quando decidi criar o MAXML, olhei para esse abismo de decisões e decidi dar um passo para trás. Escolhi a ferramenta mais primitiva, previsível e duradoura da web: o bom e velho HTML puro (reforçado pelo Tailwind CSS para agilizar a estilização).
# 1. Foco absoluto no que importa
O objetivo principal de um blog de estudos é... estudar e documentar. Ao eliminar build steps, bundlers, hidratação de framework e dependências do `npm` que quebram a cada seis meses, reduzi a fricção entre ter uma ideia e publicá-la a zero. Se quero escrever um artigo, abro um arquivo `.html`, crio a estrutura e escrevo.
# 2. Performance nativa e imbatível
Não existe framework no mundo que seja mais rápido do que entregar um arquivo estático puro que o navegador lê nativamente desde os anos 90. O tempo de carregamento é instantâneo, o gasto de dados é mínimo e o SEO é limpo por padrão.
"A melhor otimização de performance é não ter o que otimizar."
# 3. Premature Optimization é um erro
Engenharia de software de verdade envolve resolver problemas que você tem, não problemas que você acha que vai ter. No início, um blog não precisa de um banco de dados dinâmico ou de uma esteira complexa de geração estática (SSG). Quando o volume de posts crescer a ponto de dificultar a manutenção manual, aí sim farei a refatoração para um gerador estático ou uma API robusta.
Até lá, cada linha de HTML digitada serve para reforçar os fundamentos da nossa profissão.
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